<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-498903343831515569</id><updated>2012-02-12T06:00:20.456-08:00</updated><category term='Crônicas'/><category term='Jornalismo'/><title type='text'>Branco Di Fátima</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://brancodifatima.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/498903343831515569/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brancodifatima.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>-</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06293607747508257598</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_ur_vga6QXqU/Ssqav3BTqdI/AAAAAAAAAME/Alx0tnanEXU/S220/IMG_0012.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>7</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-498903343831515569.post-7757202232390964902</id><published>2010-10-04T14:40:00.000-07:00</published><updated>2010-10-05T05:49:37.443-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornalismo'/><title type='text'>Cabaret Mineiro – Estético, folclórico e musical</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ur_vga6QXqU/TKpKA2WbYiI/AAAAAAAAAO4/HRb_gz6Cj5g/s1600/86_239-Castelar%2520-%2520Nelson.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5524309271373373986" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 263px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ur_vga6QXqU/TKpKA2WbYiI/AAAAAAAAAO4/HRb_gz6Cj5g/s400/86_239-Castelar%2520-%2520Nelson.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Sertão é onde o pensamento da gente se forma mais forte que o poder do lugar”. A frase do escritor Guimarães Rosa, publicada no livro &lt;em&gt;Grande Sertão: Veredas&lt;/em&gt;, até poderia ser o principal argumento do filme &lt;em&gt;Cabaret Mineiro&lt;/em&gt; (35 mm / COR / 68 min / 1980), do cineasta montesclarense Carlos Alberto Prates Correia. Como no aforismo rosiano, o longa-metragem recorre a mecanismos metafóricos de superação das limitações impostas pelo ambiente de formação. A fuga imaginária da dura realidade da caatinga pode ser compreendida como a uma celebração da vida nos áridos rincões das Gerais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A trama de &lt;em&gt;Cabaret Mineiro&lt;/em&gt; se passa no interior de Minas. Um aventureiro, interpretado por Nelson Dantas, se apaixona por Salinas (&lt;a title="Tamara Taxman" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tamara_Taxman"&gt;Tamara Taxman&lt;/a&gt;), durante uma viagem de trem para Montes Claros. Depois de uma noite de amor, a mulher desaparece misteriosamente sem deixar pistas do seu paradeiro. Daí, o aventureiro começa uma saga em busca de Salinas. Durante a jornada ele se envolve com orgias, festas, sedução e jogos de pôquer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste filme é possível perceber com precisão as manifestações culturais do Norte de Minas, sempre presentes no trabalho de Prates. O linguajar dos personagens – nítida influência da literatura de Guimarães Rosa –, o som da viola caipira, das cantorias populares, as marujadas e catopês, o bolo de fubá, a rapadura, o pequi e o biscoito de goma dividem as cenas com montanhas e cachoeiras. Em &lt;em&gt;Cabaret&lt;/em&gt;, o espectador se depara com paisagens realistas durante os dias e, a mais completa abstração nos períodos noturnos. Tudo como um ato de denuncia da existência de filmes dentro do próprio filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, &lt;em&gt;Cabaret Mineiro &lt;/em&gt;é uma obra debochado, que beira à pornochanchada. Por mais que o material promocional do longa já induza o espectador a acreditar que a cultura popular estará presente na trama; na fotografia do cartaz, a atriz Tânia Alves – que tem uma participação brilhante no filme – vestida de dançarina espanhola, coloca uma pitada de provocação no conservadorismo da região. A própria escolha da grafia do título ‘cabaret’, do francês, ao invés de ‘cabaré’, em português, remete a uma proposta ousada, alegórica e diferenciada de outras abordagens sobre a temática folclórica. &lt;em&gt;Cabaret&lt;/em&gt; é uma mostra do povo que conta a sua história de luta, resistência e prazeres no sertão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das seqüências mais interessantes da trama se passa em um bordel. A câmera percorre o salão de festas. Um baile de carnaval anima os personagens que dançam seminus pelos cômodos da casa. Homens e mulheres são iluminados por jogos resplandecentes e estourados de luz. Superexposição antropofágica. Em pouca mais de 8 minutos é possível perceber a atmosfera dionisíaca do filme. Mas também pudera o esmero estético, o diretor de fotografia do &lt;em&gt;Cabaret Mineiro&lt;/em&gt; é Murilo Salles, que já havia mostrado seu potencial no longa &lt;em&gt;Dona Flor e seus Dois Maridos&lt;/em&gt; (1976), de Bruno Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Cabaret Mineiro&lt;/em&gt; bem poderia ser considerado um filme musical, dada a importância da trilha sonora na ambientação da história. Com direção do músico Tavinho Moura – que também contracena –, Prates reconstrói o imaginário das cantigas folclóricas do Norte de Minas com pitadas de sensualidade e erotismo. Para algumas delas foram recriadas paródias e adaptações maliciosas. Nelson Dantas rasga o verbo em “Vamos dançar tudo nu, tudo nu / tudo com o dedo no cú / menos eu / tudo com a bunda de fora / é agora / você disse que dava e não deu. / Larga teu marido mulher e vem fuder mais eu / teu marido é bom mulher, mas não fode como eu (...)”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em entrevista ao &lt;em&gt;Caderno do Fórum Doc 2008&lt;/em&gt;, Carlos Prates foi indagado: “Por que, cada vez mais, você cria filmes sobre outros filmes?”. A resposta veio apimentada (como a comida de Montes Claros): “(...) porque é esse o meu desejo, a minha possibilidade. E por que não haveria de criar? Você é de alguma polícia estética? Porque eu costumo enfrentar patrulhas mercadológicas, agora tem essa outra?” A argumentação de Prates pode ser tida como o mote de &lt;em&gt;Cabaret Mineiro&lt;/em&gt;, em velejar na contramão das tendências da moda. Um luta incessante e anti-heróica conta os valores estéticos estabelecidos pelo mercado cinematográfico mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ficha Técnica&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Titulo Original:&lt;/strong&gt; Cabaret Mineiro&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;País:&lt;/strong&gt; Brasil, 1980&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Diretor:&lt;/strong&gt; Carlos Prates&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Duração:&lt;/strong&gt; 68 minutos, Cor&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/498903343831515569-7757202232390964902?l=brancodifatima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brancodifatima.blogspot.com/feeds/7757202232390964902/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=498903343831515569&amp;postID=7757202232390964902' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/498903343831515569/posts/default/7757202232390964902'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/498903343831515569/posts/default/7757202232390964902'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brancodifatima.blogspot.com/2010/10/cabaret-mineiro-estetico-folclorico-e.html' title='Cabaret Mineiro – Estético, folclórico e musical'/><author><name>-</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06293607747508257598</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_ur_vga6QXqU/Ssqav3BTqdI/AAAAAAAAAME/Alx0tnanEXU/S220/IMG_0012.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ur_vga6QXqU/TKpKA2WbYiI/AAAAAAAAAO4/HRb_gz6Cj5g/s72-c/86_239-Castelar%2520-%2520Nelson.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-498903343831515569.post-9181911741747574322</id><published>2009-09-30T08:28:00.000-07:00</published><updated>2009-10-06T12:41:24.266-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornalismo'/><title type='text'>Kamchatka – um ato de resistência</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ur_vga6QXqU/SsN7LT2l3dI/AAAAAAAAAJw/IhHTRo1-Nio/s1600-h/kamchatka07.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ur_vga6QXqU/SsN54jkNMcI/AAAAAAAAAJg/eZb0TXshZHA/s1600-h/kamchatka07.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5387283591791980994" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 267px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ur_vga6QXqU/SsN54jkNMcI/AAAAAAAAAJg/eZb0TXshZHA/s400/kamchatka07.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Argentina, março de 1976. Os militares tomam as ruas. A presidente Isabelita Perón é derrubada pelas forças armadas em um golpe de Estado. Com um discurso de reorganização nacional, opositores são presos, torturados e barbaramente assassinados nos porões e cárceres da ditadura. Aqueles que acreditavam que todas as maneiras de levar essa história para os cinemas já haviam sido esgotadas estão enganados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kamchatka (2002) é um desses filmes repletos de dualidade e simbolismo. Longe de ser apenas mais um longa-metragem politizado sobre as ideologias revolucionárias de esquerda. Antes de tudo, ele foge à tônica de outros obras, de diferentes nacionalidades, que abordam a violência dos regimes autoritários, como &lt;em&gt;Batismo de sangue&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;O último rei da Escócia&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Visões&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;O que é isso, companheiro?&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta vez, é o olhar de uma criança de dez anos que narra toda a trama. Nesse ponto, o filme flerta com o brasileiro &lt;em&gt;O ano que meus pais saíram de férias&lt;/em&gt;. E as similaridades não param por aí. O filme do cineasta argentino, Marcelo Piñeyro, conta o drama de uma família que precisa se refugiar do regime militar em um sítio no interior do país catalão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí, pai (Ricardo Darín), mãe (Cecilia Roth), os filhos Harry (Matías Del Pazo) e Baixinho (Milton De La Canal) vivem um cotidiano conturbado pelo medo, angústia e ansiedade. Momentos de alegria e descontração também acompanham todo o desenrolar da história. Até aqui, o único problema mais evidente é a maturidade apresentada pelo narrador, muito superior para um menino da idade dele. Mas nada que não possa ser perdoado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na tentativa de retomar os rumos da vida e, mesmo assim, manter a identidade em segredo, a família cria um jogo entre fantástico e real. A imaginação divide as tomadas com os afazeres cotidianos. Cozinhar, arrumar a casa, ir para a escola e cortar lenha se transformam em um ato de resistência. Em pelo menos três momentos, a interação entre os dois mundos pode ser associada à mudança de rumo no longa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, os integrantes da família adotam nomes secretos relacionados à série de ficção científica estadunidense &lt;em&gt;Os Invasores&lt;/em&gt;. Segundo, Harry (narrador) encontra um livro sobre a vida do escapista Houdini, e sonha em um dia realizar as peripécias e façanhas do mestre húngaro. Terceiro, as intermináveis batalhas travadas pelo pai e Harry no tabuleiro de T.E.G. (nosso War), trabalham a tensão do período de semi-reclusão e as lições de vida estampadas no filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As cenas de violência explícita, tiros, derramamento de sangue e espancamento, comuns em outros trabalhos que abordam a questão, desaparecem. O enredo é construído de forma linear, sem muitas novidades históricas, mas extremamente instigante e inteligente. A grande novidade de Kamchatka é a forma como o drama foi contado por Piñeyro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa afirmativa fica evidente em um dos trechos marcantes do filme. Harry faz perguntas sobre a vida de Lucas, estudante interpretado por Tomás Fonzi, que se junta à família no sítio. A cada questionamento inconveniente, Lucas responde com tom de brincadeira à Harry: “Pergunta incorreta”. Mesmo trabalhando com uma temática sombria e corriqueira no mundo cinematográfico, a leveza da abordagem surpreende. A Ditadura Militar poderia ser apenas o plano de fundo escolhido pelo roteirista, mas a construção profunda e psicológica das personagens ignora essa afirmação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com fotografia singela, Kamchatka é uma obra forte e comovente. A cor verde dos campos predomina em quase todas as tomadas. Um belo contraponto ao amarelo vivo do carro da família, que passeia e se esconde na paisagem. As cores da esperança, de um futuro melhor, promissor e repleto de alternativas de felicidade, em um país livre, aparecem sempre após as gravações noturnas e, vice-versa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kamchatka não propõe inovações lingüísticas e de formato, mas exibe apuro técnico e detalhado em toda a construção da obra. A pesquisa de figurino, o acabamento das cenas, os cortes e passagens dão ritmo a uma história construída em uma locação provinciana da Argentina, que em momento algum remeteria aos horrores vivenciados pelos moradores das grandes cidades no período.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em uma das tomadas dentro de casa, Harry, contrariando as ordens dos pais de não ligar para ninguém, telefona para o amigo Bertuccio (Nicolas Cantafio). Nesse momento, acontece o mais belo jogo de câmara da montagem. A experiência de focar o primeiro plano e tirar o foco do segundo, e inverter esse recurso, explicita o pensamento do garoto. A saudade do amigo e da antiga relação. Curioso, ambos os meninos assistiam ao mesmo episódio de &lt;em&gt;Os Invasores&lt;/em&gt; no momento do truque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kamchatka é um filme de superação, resistência e busca pela liberdade. Um novo olhar de subversão sobre valores estabelecidos por uma elite dominante. Os laços de amizade são fortalecidos pela entrega e aprendizado. Recorrendo ao clichê das lições de vida, o filme deixa evidente que é possível acreditar nos sonhos e, para realizá-los, escolhas decisivas farão parte da trama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ficha Técnica&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Titulo Original:&lt;/strong&gt; Kamchatka&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Título em Português:&lt;/strong&gt; Kamchatka&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;País:&lt;/strong&gt; Argentino, 2002&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Diretor:&lt;/strong&gt; Marcelo Piñeyro&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Gênero:&lt;/strong&gt; Drama&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Duração:&lt;/strong&gt; 105 minutos, Cor&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/498903343831515569-9181911741747574322?l=brancodifatima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brancodifatima.blogspot.com/feeds/9181911741747574322/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=498903343831515569&amp;postID=9181911741747574322' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/498903343831515569/posts/default/9181911741747574322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/498903343831515569/posts/default/9181911741747574322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brancodifatima.blogspot.com/2009/09/kamchatka-um-ato-de-resistencia.html' title='Kamchatka – um ato de resistência'/><author><name>-</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06293607747508257598</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_ur_vga6QXqU/Ssqav3BTqdI/AAAAAAAAAME/Alx0tnanEXU/S220/IMG_0012.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ur_vga6QXqU/SsN54jkNMcI/AAAAAAAAAJg/eZb0TXshZHA/s72-c/kamchatka07.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-498903343831515569.post-7254532665072139402</id><published>2009-09-03T17:17:00.001-07:00</published><updated>2009-09-03T17:17:51.352-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/498903343831515569-7254532665072139402?l=brancodifatima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brancodifatima.blogspot.com/feeds/7254532665072139402/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=498903343831515569&amp;postID=7254532665072139402' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/498903343831515569/posts/default/7254532665072139402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/498903343831515569/posts/default/7254532665072139402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brancodifatima.blogspot.com/2009/09/blog-post_03.html' title=''/><author><name>-</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06293607747508257598</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_ur_vga6QXqU/Ssqav3BTqdI/AAAAAAAAAME/Alx0tnanEXU/S220/IMG_0012.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-498903343831515569.post-5527920425203670291</id><published>2009-01-22T05:56:00.000-08:00</published><updated>2009-09-09T06:55:13.807-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>Receita de Ano Novo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Escolhi estar nessa página a partir de hoje. Melhor dizendo, sem trocadilhos ou piadas de mau agouro, fui escolhido para estar nessa página a partir de hoje. Já que acredito, piamente, que as opções escolhem a pessoa na medida exata da sua vontade de viver. São as paixões que terminam por moldar a nossa ânsia. No meu caso, fica óbvio cada vez que você avança na leitura, letra após letra, sílaba em sílaba, frases complexas, mas sem muito rebuliço, que a minha paixão é pelas palavras. Orações curtas em dias claros e frases longas em períodos de insônia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas bem que eu poderia ter feito outras escolhas para esse Ano Novo: ser pinto, desenhista, curandeiro, jogador de futebol, missionário das doutrinas islâmicas, parteiro ou quem sabe um alpinista de primeira viagem. Pronto para escalar os obstáculos desse novo ciclo. Mas elas, as palavras, me encontraram ainda no útero, prematuro de causa e efeito. Elas me amaram antes que eu pudesse amar as imagens ou, quem sabe, as mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seu livro, Carta a um jovem poeta, o escrito Rainer Maria Rilke, deixa suspensa a primeira das grandes indagações que deveria ser feita para um poeta iniciante. "O que aconteceria se você não pudesse escrever nunca mais?". A resposta, inevitavelmente, seria: "Eu morreria"! Mas, e se você não pudesse ter escolhas de Ano Novo? Promessas e pedidos! Mesmo assim, esse que se inicia a passos lentos, e logo correrá como a um cavalo alado pelas estradas secretas dos sonhos, cobraria a fatura sem piedade do credor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo tendo escolhido, ou sido escolhido, para essa missão de primeira necessidade ao início do ano, fiz também outras escolhas à altura do desafio. Entrei em dieta! Selecione livros e filmes de Ingmar Bergman para a lista de degustações. Prometi ser mais atencioso com os pequenos detalhes do dia. Encontrar os velhos amigos e desfrutar de novas amizades e círculos sociais que desabrocham no caminho. Alimentar a esperança é a mais avançada metáfora sobre a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras promessas também foram feitas. Levar as crianças ao cinema, ir à academia, melhorar a alimentação, terminar meu livro, viajar aos finais de semana, estudar outro idioma, conhecer novas culturais, experimentar outras comidas, criar menos problemas em copos de água etc etc. Mas, são favas essas promessas de fim de ano. Contas feitas e dívidas que provavelmente nunca conseguiremos pagar em tempo do próximo Ano Novo. Das próximas dívidas feitas! Do desabrochar de nossa existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poeta gaúcho, Mario Quintana, dá o tom dessa encruzilhada: "Esta vida é uma estranha hospedaria, / De onde se parte quase sempre às tontas, / Pois nunca as nossas malas estão prontas, / E a nossa conta nunca está em dia.". E, provavelmente, nunca estarão em dia essas promessas de Ano Novo. Essa gota que se desprende e forma ondulações no lago da imaginação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Drummond nos repreende e indica o caminho. Inventa a receita das possibilidades: "Para ganhar um Ano Novo / que mereça este nome, / você, meu caro, tem de merecê-lo, / tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, / mas tente, experimente, consciente. / É dentro de você que o Ano Novo / cochila e espera desde sempre".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/498903343831515569-5527920425203670291?l=brancodifatima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brancodifatima.blogspot.com/feeds/5527920425203670291/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=498903343831515569&amp;postID=5527920425203670291' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/498903343831515569/posts/default/5527920425203670291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/498903343831515569/posts/default/5527920425203670291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brancodifatima.blogspot.com/2009/01/receita-de-ano-novo.html' title='Receita de Ano Novo'/><author><name>-</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06293607747508257598</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_ur_vga6QXqU/Ssqav3BTqdI/AAAAAAAAAME/Alx0tnanEXU/S220/IMG_0012.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-498903343831515569.post-1223661009756827701</id><published>2008-04-16T17:04:00.000-07:00</published><updated>2009-09-09T07:03:58.523-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornalismo'/><title type='text'>Extremos da vida nos corredores do João XXIII</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;Responsável por atender diariamente centenas de casos de queimaduras, quedas, fraturas, acidentes de trânsito e traumatismos, o Hospital Pronto Socorro João XXIII, da rede pública, esconde histórias construídas e interrompidas em seus corredores&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas que entram pelas portas do Hospital Pronto Socorro João XXIII, na Avenida Alfredo Balena, no Centro de Belo Horizonte, encontram um dilema pela frente. Pacientes, funcionários, médicos, familiares e enfermeiros travam diariamente a mesma luta: salvar vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma etiqueta pregada no interruptor do banheiro da área dos servidores do hospital sintetiza essa sina: “Favor não apagar a luz”. A esperança refletida pelas cores branca e verde-piscina, nas paredes do complexo, revelam fragmentos das histórias construídas e interrompidas pelos corredores, quartos e alas do HPS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerado o terceiro maior hospital da América Latina em atendimentos, o João XXII recebe diariamente centenas de casos que vão de um simples corte no supercílio à paradas cardiovasculares e acidentes de trânsito. O Hospital pertence à Rede Estadual de Saúde e o atendimento é gratuito e feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O carro-chefe é o tratamento de queimaduras, sendo considerando por alguns especialistas, um dos melhores atendimentos do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A supervisora dos técnicos em enfermagem, Renata Rodrigues Freire, conta que o João XXIII já teve uma imagem ruim entre a população da capital mineira, sendo chamado por algumas pessoas de “açougue”. Referência há quantidade de sangue que era perdida, diariamente, pelos pacientes que chegavam acidentados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segunda Renata, essa imagem do hospital e do trabalho realizado já faz parte do passado. Hoje, a instituição é um ponto de referência para tratamentos que requerem cuidados mais sérios. Parte dessa mudança de olhar se deve à utilização de um atendimento médico humanizado, que vem sendo implantado pelo Governo Federal nas principais unidades do SUS espalhadas pelo país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“As pessoas tinham uma visão equivocada do trabalho que é feito no João XXIII. Todos os dias chagam a instituição pacientes entre a vida e a morte. Na maioria das vezes foram vítimas de acidentes graves. Acaba que isso assusta as pessoas, que tinham o Pronto Socorro como sinônimo de morte certa”, afirma a supervisora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Histórias da Vida&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Uma ambulância do Corpo de Bombeiros de Belo Horizonte estaciona na entrada de emergência do Hospital Pronto Socorro João XXIII. Dentro do carro, presa a uma maca, Araci Ferreira grita de dor. Ela teria sido atropelada por uma moto na Avenida Antônio Carlos. Uma cicatriz profunda, na altura do abdômen, deixava à vista as marcas do pneu da motocicleta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levada pelos bombeiros até a sala de traumatismo, pedia a Deus para que essa não fosse há última vez que a luz do dia entrava em suas retinas. Os enfermeiros e médicos pediam calma para mulher de 35 anos. Todas as providências estavam sendo tomadas. Apesar da gravidade dos ferimentos e das seqüelas que o acidente provavelmente deixaria para o resto da vida em Araci, dentro de algumas semanas ela estaria andando, outra vez, pelas ruas da capital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No leito ao lado do que Araci era atendida, enfermeiros aplicavam tranqüilizantes em Claudinei de Jesus, de 26 anos. Natural de Conselheiro Lafaiete, no Vale do Aço, o rapaz foi internado no hospital dia 23 de maio (2007), após ser atingido, em uma briga, com um pedaço de pau na cabeça. Claudinei deu entrada no hospital com traumatismo craniano, o que suprimiria, desde então, qualquer possibilidade de levar uma vida normal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com as pernas e braços amarrados à cama para evitar uma queda, o que complicaria ainda mais o seu quadro, Claudinei se debatia em convulsão. Sem consciência dos procedimentos que eram tomados naquele momento, ele lutava com todas as forças, que restavam ao corpo desvalido, pelo bem mais precioso: vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O auxiliar de enfermagem, Antônio Viera, conta que já viu as coisas mais inacreditáveis acontecerem com as pessoas que entram pelas portas do Pronto Socorro. Casos graves, em que a vida do paciente estaria em jogo, são revertidos. Outros, que aparentavam serem mais simples, poderiam terminar em óbito (expressão típica dos profissionais da saúde quando querem se referir à morte dos pacientes).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Nessas salas já vi muitas coisas impensáveis. Quando uma pessoa chega precisando de ajuda, é muito difícil dizer quais são as chances reais que ela tem de melhorar. O nosso trabalho é fazer o máximo para salvar essas vidas. E isso é feito”, enfatiza o auxiliar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Choro no Corredor&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Três estagiários do último ano de medicina trabalham em volta de uma maca na sala de pediatria. Encostado à parede, um homem aparentando 40 anos e de olhos fechados aperta a mão do menino. Os futuros médicos limpavam um ferimento de aproximadamente 15 centímetros na perna do garoto, de 12 anos. Entre lágrimas, um gemido em forma de palavras atravessa os corredores: “Pai, eu quero parar de chorar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O menino tinha se machucado enquanto brincava no quintal de casa. O ferimento na perna direita precisava de tratamento rápido por causa do alto risco de infecção. Qualquer negligência nesse instante poderia comprometer a saúde do garoto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um soluço contido pela falta de voz poderia ser ouvido pelos mais atentos nos corredores. A estudante do primeiro período de Comércio Internacional, Ana Paula, de 18 anos, deu entrada no João XXIII há quatro dias. Os sintomas apresentados eram de uma gripe e dor na garganta. O que parecia um caso simples se transformaria em uma odisséia para a estudante, que há três dias não consegue dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os médicos descobriram que Ana Paula estava tendo uma crise alérgica e que precisava de cuidados especiais. Depois de passar por uma via-sacra de medicamentos, três drenagens na garganta para eliminar o pus já coagulado e duas pequenas cirurgias, ela estava pronta para voltar pra casa. Apesar de ainda sentir dores na garganta e estar com dificuldades para falar, a maior preocupação da estudante, nesse momento, é com as provas finais da faculdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A experiência vivenciada nos corredores do HPS logo se estacará da memória de Ana Paula e do jovem garoto. Já para os profissionais que dedicam dia e noite à árdua missão de cuidar dos pacientes, tudo se resume ao plantão, quando mais uma vez tempo e precisão podem ser os componentes essenciais para salvar mais uma vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/498903343831515569-1223661009756827701?l=brancodifatima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brancodifatima.blogspot.com/feeds/1223661009756827701/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=498903343831515569&amp;postID=1223661009756827701' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/498903343831515569/posts/default/1223661009756827701'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/498903343831515569/posts/default/1223661009756827701'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brancodifatima.blogspot.com/2008/04/extremos-da-vida-nos-corredores-do-joo.html' title='Extremos da vida nos corredores do João XXIII'/><author><name>-</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06293607747508257598</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_ur_vga6QXqU/Ssqav3BTqdI/AAAAAAAAAME/Alx0tnanEXU/S220/IMG_0012.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-498903343831515569.post-8614812945504929114</id><published>2008-03-26T19:39:00.000-07:00</published><updated>2009-09-09T07:05:40.619-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornalismo'/><title type='text'>Olhares do Dissenso</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se é certo que a rua é palco da conquista e afirmação de direitos, uma sociedade que deixa de questionar-se está fadada a carregar a opressão como marca de uma mudança de época. O esvaziamento do espaço público denota o momento crucial em que a punição é adotada como maneira de coibir manifestações populares e reivindicações legítimas de um povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pergunta sobre a essência do caminho é fundamental para o peregrino. Problematizar os sinais e indícios que separam o mundo que vemos, o mundo como ele é e o mundo possível, das utopias, é de extrema importância para a criação de alternativas mais humanas e capazes de oferecer respostas as angústias, dores, desejos, necessidades e anseios de grande parcela da população do planeta, sujeita aos genocídios instaurados pelo deus Capital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro Outros Olhares – debates contemporâneos abre a Coleção Olhares do Dissenso, e revela, em três artigos, a leitura apurada de quatro intelectuais brasileiros, do nosso tempo, – o Doutor em Sociologia (Paris VIII – França), Alder Júnior Ferreira Calado, a Pós-Doutora em Ciência Política (USP), Cecília Coimbra, a Mestre em Psicologia (UFF), Ana Maria R Monteiro de Abreu e o Doutor em Direito Constitucional (UFMG), José Luis Quadros de Magalhães – sobre o abismo existente entre os mais pobres e mais ricos do planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trabalho questiona o papel do Estado, dos Movimentos Sociais, das políticas de inclusão governamentais e plataformas apresentadas por organizações internacionais, além de apontar a resignificação do papel do cidadão na esfera pública enquanto agente de luta por melhores condições de vida e afirmação da dignidade humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apontamentos sobre uma sociedade cada vez mais repressiva, eugenista e de caráter excludente rondam a abordagem dos textos. Uma leitura refinada sobre a sociedade que encobre o surgimento de grupos de extermínio, milícias armadas, violência institucionalizada, tortura, exclusão, corrupção e barbáries como forma de se defender contra ”os monstros” fomentados pelo sistema capitalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O velho discurso de afirmação da Segurança Nacional ainda paira sobre o imaginário coletivo e é utilizado, como ferramenta de coerção pela elite brasileira, na sangrenta luta pelo poder. “Os muros e as grades nos protegem de quase tudo, mas o quase tudo é quase sempre quase nada, e nada nos protege de uma vida sem sentido”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A obra, organizada pelo Doutorando em Sociologia (Unesp) e Cientista Político, Moisés Augusto Gonçalves e pelo jornalista Branco Di Fátima, aborda a criação de um modelo punitivo de vida fadado ao fracasso para grande parcela da população.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As práticas de vingança tomam conta das luminárias e direcionam o comportamento nessa altura da caminhada da humanidade. A empreitada contra um regime que coloca a cegueira como princípio de sobrevivência marca o momento histórico vivenciado pela modernidade de consumo e coisificação da vida. Os mecanismos de controle para a formação de corpos e espíritos adequados ao trabalho, apáticos politicamente e desiludidos com os rumos quem vem tomando a política no mundo são questões fundamentais para a criação artesanal em Olhares do Dissenso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Biopoder coloca como meta estilos de vida a serem almejados, seguidos, idolatrados. Traça caminhos para o sucesso a ser galgado a qualquer preço. Sem medir esforços. O luxo é transformado em utensílio de primeira necessidade. Nesses “tempos líquidos”, os fins justificam os meios e naturaliza os problemas sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O marketing político toma o lugar no horário eleitoral e passa a fazer parte do cotidiano de bilhões de esfomeados por oportunidade. Compre um candidato em liquidação! Pague à prestação. Sem juros e problemas com fiador. “(...) a televisão me deixou burro muito burro demais, e agora eu vivo, dentro dessa jaula, junto dos animais”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhares do Dissenso questiona esse modelo! Aponta o dissenso com alternativa. Outros olhares. Problematiza esse arquétipo de exclusão que instaurou-se nas pilastras da sociedade brasileira em Estado de Exceção Permanente e Violência Ilegal Institucionalizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Modestamente eu recomendo!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/498903343831515569-8614812945504929114?l=brancodifatima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brancodifatima.blogspot.com/feeds/8614812945504929114/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=498903343831515569&amp;postID=8614812945504929114' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/498903343831515569/posts/default/8614812945504929114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/498903343831515569/posts/default/8614812945504929114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brancodifatima.blogspot.com/2008/03/outros-olhares-debates-contemporneos.html' title='Olhares do Dissenso'/><author><name>-</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06293607747508257598</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_ur_vga6QXqU/Ssqav3BTqdI/AAAAAAAAAME/Alx0tnanEXU/S220/IMG_0012.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-498903343831515569.post-2875373042369501804</id><published>2008-02-19T05:47:00.000-08:00</published><updated>2009-09-30T11:48:04.404-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornalismo'/><title type='text'>Uma fábrica de sonhos que não dorme</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Casos curiosos e histórias de vida compõem o cenário do maior terminal rodoviário do Estado de Minas Gerais. Passageiros e trabalhadores fazem parte, 24h por dia, das transformações e sonhos que movem esse mundo que não dorme&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;As 29 câmeras de vídeo, posicionadas estrategicamente, no Terminal Rodoviário Governador Israel Pinheiro, no Centro de Belo Horizonte, não captam os sonhos e histórias dos mais de 38 mil passageiros, que diariamente, embarcam e desembarcam em suas plataformas. Inaugurada em março de 1971, com projeto do arquiteto carioca Oscar Niemeyer, é uma mostra gratuita das curvas, linhas e ondulações do modernista na capital mineira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Planejada para ser a maior da América Latina, a rodoviária recebe, por dia, aproximadamente 1200 ônibus, entre partidas e chegadas. Em feriados mais longos, esse número pode dobrar. Para atender há tantas pessoas, vindas das mais diversas localidades do país, 300 funcionários se revezam em turnos de manhã, tarde e noite. Além de abrigar 60 lojas, que vão de livrarias a restaurantes, o terminal tem uma delegacia da Polícia Civil e outra da Polícia Militar, e conta com um posto do Juizado da Infância e da Adolescência.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É nesse mundo que o pedreiro José Humberto Bento de Massena, de 30 anos, desembarcou pela primeira vez em Belo Horizonte. Ele demorou seis dias para percorrer o caminho que separava a cidade de Curitiba (PR) da capital mineira. Natural da cidade de Patos (PB), passou a infância na lavoura de feijão, milho e batatas com os pais. “Estudei até a primeira série, pois tinha que trabalhar na roça para ajudar a minha família. Não sei ler, e só aprendi a escrever metade do meu nome (José Humberto), a outra metade (Bento Massena) eu não sei”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Humberto conta que quando morou em Curitiba, trabalhou por três meses como auxiliar de serviços gerais, no parque diversões Tupam. Foi demitido quando a empresa se mudou para outra cidade. Para chegar à Belo Horizonte, veio em um ônibus da viação Itapemirim, até a cidade de Itajubá (MG). De lá, José teria ido para um posto de gasolina, na beira da estrada, onde conseguiu carona de caminhão até a capital mineira, "porque o dinheiro tinha acabado". Segundo ele, o motorista foi que pagou a alimentação durante a viagem, e o deixou na rodoviária. “Eu não tinham nem um centavo. Tive que arrumar uma carona para continuar a viagem. Foi o caminhoneiro que me deu comida e me trouxe até a rodoviária. Se não fosse ele, não sei o que teria feito”, diz.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O pedreiro, que já foi casado e tem um filho de cinco anos, confessa precisar arrumar dinheiro para visitar o menino, que ele não vê há sete meses. Sem conhecer ninguém na capital mineira, ou ter dinheiro para se alimentar, quer pedir abrigo em um albergue público, onde possa ficar até conseguir um emprego.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Eu tenho na cabeça a idéia de arrumar serviço. Eu não escolho não. Mas está muito difícil, ainda mais para uma pessoa que não tem um bom currículo. A única coisa que me preocupa é o meu filho. O coração está cortando de saudades”, declara emocionado José Humberto, enquanto caminha com sua bagagem de mão em direção a saída do terminal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonhos de Casamento&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O operador de motoserra, José Francisco dos Santos, de 57 anos, é de São Domingos do Prata (MG), e veio a Belo Horizonte visitar sua filha. Um dos capítulos de sua história foi escrito na capital minera, no início da década de 1980, quando morou na cidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ex-funcionário da empresa Andrade Gutierrez, foi um dos responsáveis pela construção das instalações elétricas subterrâneas do Aeroporto Internacional Tancredo Neves (Confins). “Quando eu comecei, eles ainda estavam acertando o terreno para a construção. Nós abríamos as galerias e passávamos os fios dentro dos canos”, relembra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aposentado por invalides pela Cenibra, quando teve problemas na coluna, José estudou até a quinta série do ensino fundamental. Teve que abandonar a escola para ajudar a família de 11 irmãos. Pai de cinco filhos, dois homens e três mulheres, foi criado na zona rural. Em seu segundo casamento, ele revela que antes de ser aposentado, já chegou a cortar 80 pés de eucalipto por dia. E que criar os filhos com o salário de operador de motoserra é o maior desafio que enfrentou. “Quando eu cheguei à minha cidade, o único serviço que tinha era para cortar eucalipto. Os meninos foram criados com muita dificuldade. O salário era muito baixo. E ainda eu pagava aluguel”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Hoje, José mora na casa deixada pelos pais, já falecidos. No dia 7 de abril irá realizar um grande sonho. Casar o filho de 20 anos em uma igreja evangélica de Belo Horizonte. A única coisa que preocupa José, nesse momento, é a falta de dinheiro. O que pode vir a prejudicar a festa do filho. “É o casamento do meu filho caçula no mês que vem. A gente tem o sonho de fazer alguma coisa, mas só se der. As coisas estão muito difíceis” reclama.&lt;/span&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso de Polícia&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;A rodoviária também guarda histórias dignas das páginas policiais. Uma delas é a do engraxate Ricardo Adami Rodrigues, de 33 anos. Morador do bairro Goiânia, ele trabalha no terminal há mais de 12 anos. Há alguns anos, um rapaz vindo da Bahia sentou em sua cadeira e engraxou os sapatos. O homem de aproximadamente 25 anos, tinha um corte profundo na mão direita, e usava um curativo feito com panos de uma camisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ricardo conta que aconselhou o rapaz a procurar um hospital para cuidar do ferimento. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A surpresa aconteceu no outro dia, quando abriu as páginas de um jornal da cidade, e viu estampada a foto do baiano, com uma manchete que dizia: “Foi preso na noite de ontem, na porta do hospital João XXIII, um homem suspeito de cometer assassinatos no estado da Bahia”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Segundo Ricardo, o rapaz era um foragido da justiça baiana. E só foi preso porque teria aceitado o seu conselho. Na hora de preencher a ficha do hospital, os enfermeiros desconfiaram dos comportamentos do rapaz, e chamaram a polícia. “Eu não tinha intenções de entregar o rapaz, o ferimento parecia grave, e eu falei que ele deveria procurar cuidados de um médico. Ele foi preso porque me ouviu e procurou um hospital”, disse o engraxate.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/498903343831515569-2875373042369501804?l=brancodifatima.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://brancodifatima.blogspot.com/feeds/2875373042369501804/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=498903343831515569&amp;postID=2875373042369501804' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/498903343831515569/posts/default/2875373042369501804'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/498903343831515569/posts/default/2875373042369501804'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brancodifatima.blogspot.com/2008/02/uma-fbrica-de-sonhos-que-no-dorme.html' title='Uma fábrica de sonhos que não dorme'/><author><name>-</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06293607747508257598</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_ur_vga6QXqU/Ssqav3BTqdI/AAAAAAAAAME/Alx0tnanEXU/S220/IMG_0012.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry></feed>
